Coccidiose

A Coccidiose é uma doença mundialmente distribuída em aves de produção (frangos), ornamentais( canários, periquitos…) e aves silvestres criadas em cativeiro É um protozoário parasita do género Eimeria, multiplica-se no trato intestinal, intracelularmente, causando danos teciduais, com sintomas de anorexia, peito seco, redução da absorção de nutrientes, desidratação, perda sanguínea e aumento da suscetibilidade a outras doenças .

O agente etiológico divide-se em dois géneros: Género Eimeria, (afectando galinhas e faisões) e género Isospora (aves passeriformes, psitacídeos e outros). São parasitas altamente resistentes no meio ambiente, não sendo destruído por nenhum tipo de desinfetante, somente por calor.

CICLO DE VIDA

Espécies do género Eimeria completam o ciclo de vida de um único hospedeiro, apresentando reprodução assexuada (Merogonia) e sexuada (Gamogomia) dentro das células do hospedeiro (estágio endógeno) e Esporogonia no meio exterior (estágio exógeno). Na maioria das espécies o hospedeiro desenvolve uma resposta imune protetora espécie-específica.

 SINTOMAS DE COCCIDIOSE

Irão depender do tipo de coccídea e sua localização no intestino das aves, apresentando maior ou menor grau de intensidade e dano tecidual.

Coccidiose duodenal (Intestino Delgado) – emagrecimento, caquexia (peito seco), despigmentação da pele (canários de cor que não pigmentam adequadamente) e a recuperação é lenta (canários refugo).

Coccidiose no Intestino Grosso e Reto – diarreia mucosa até hemorrágica (castanha), mortalidade em torno de 10% em frangos (em canários não se tem percentagem conhecida, podendo ser maior que em frangos).

Coccidiose Cecal – a presença de coccídeos nesta porção do intestino é demonstrado pelos sintomas graves. Em geral as aves apresentam depressão (sono, passam o dia dormindo), manifestam dor abdominal (respiração acelerada muitas vezes confundida com problemas respiratórios). A ave apresenta-se arrepiada, asas caídas, dorso encurvado, olhos semicerrados e extrema palidez. A diarreia é castanha (hemorrágica).

Sintomas gerais – fezes pastosas ou com muco, diarreia desde amarela até com estrias de sangue ou preta (sangue digerido), alimento mal digerido, aumento excessivo de apetite, fêmeas suadas no ninho, pela humidade das fezes dos filhotes com diarreia, ninhos húmidos, cloaca suja, problemas de pele e muda. Os primeiros sintomas aparecem no quarto dia após a infeção, quando a segunda geração de esquizontes liberam Merozoítos, ocasionando ruptura do tecido.

LESÕES

Em aves necropsiadas, retira-se o tubo digestivo e observa-se macroscopicamente a mucosa externa e interna. Para cada oocisto que é eliminado nas fezes corresponde a uma célula intestinal morta. Temos lesões intestinais catarrais, hemorrágicas, necróticas em várias porções do intestino e em diferentes profundidades na parede intestinal.

DIAGNÓSTICO

 

A coccidiose dificilmente é eliminada do plantel, porém os surtos são comuns quando as aves não foram submetidas a um planeamento preventivo antes de entrar na reprodução, através de exames de fezes para diagnóstico e controle dos efeitos dos tratamentos (Coccidiostáticos ou Coccidicidas) e imunizações (Silvestres e Exóticos prevenção). São comuns surtos após empréstimos de reprodutores, retornos de campeonatos, feiras, aves recém adquiridas ou mudanças bruscas de temperatura.

PREVENÇĂO E CONTROLE

Como havíamos falado os oócito de coccídeas são extremamente resistentes no meio ambiente. Poderemos minimizar os riscos de surtos adotando várias medidas preventivas, tais como:

Manejo – higiene de gaiolas, comedouros e bebedouros, poleiros, remoção sistemática da matéria orgânica (fezes). Uso de desinfetantes, não para coccídeas, mas para agentes bacterianos oportunistas.

Nutrição – está comprovado que aves com problemas nutricionais adquirem facilmente doenças. Principalmente  papas baratas, porque possuem suplemento proteico, vitamínicos e minerais pobres, predispondo as aves a surtos de coccidiose e outras doenças. Deficiência de vitaminas A, B e falta ou mesmo excesso de proteínas são fatores nutricionais preocupantes.

Redução do stress – é um tema que daria uma outra matéria, por se tratar de algo complexo. Resumidamente alguns factores stressante: barulhos, pessoas estranhas, luzes à noite, cães e gatos, mesmos os de casa, mosquitos, piolhos, principalmente qualquer situação que saia da rotina das aves e que mantenham as aves em constante alerta. O stress medicamentoso também existe, principalmente o uso, mesmo uma única vez, de pomadas com corticoide, colírio Garasone, ácidos externos (Dolemil) e antibióticos fortes e contínuos. Manter o mínimo de stress e colonizar a flora intestinal com bactérias benéficas (Probióticos), reduzir microtoxinas nas sementes, papas (Aflatox).Papas de qualidade reduzem os surtos de doença e quando houverem, são fáceis de controlar sem muitos óbitos. Quem já não passou pela experiência de perder aquela ave que tinha futuro promissor em campeonatos ou mesmo como reprodutor. O velho e bom ditado prevenir é melhor que remediar deve estar nas nossas mentes quando criamos pássaros de qualidade.

SEPARAÇÃO DAS AVES DOENTES:

Separar as aves doentes e administrar diariamente maçã, PAP sem acrescentar ovo por que a ave está com a digestão lenta o ovo é muito “pesado” utilizar PAPAS que tenha ovo liofilizada-Farinatta Bianco, e Zoodimetoin (por exemplo). Lembrem-se a cura é lenta, muitos não resistem.

No meu caso para prevenir além das dicas anteriores mencionada dou as minhas aves vinagre de cidra, e foniodady regularmente além de proporcionar sempre comida de qualidade gaiolas, comedouros e bebedouros sempre limpos e desinfectados.

Artigo desenvolvido através de pesquisas na internet por blogs, fóruns e alguma experiência pessoal na criação de aves.

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