Mutações e combinações no Diamante Mandarim

O conhecimento da genética individual de cada mutação essencial para planear-mos os cruzamentos mais correctos e até mesmo escolher os novos reprodutores. È preciso conhecer não só a genética em si mas o aspecto de cada uma das diversas mutações.

Existem também diversas linhas já establecidas como a Inglesa, Belga, Alemã, Americana e australiana, que são aves de características físicas comuns (porte, tamanho, forma)e são consideradas geralmente como o standard de exposição dos diversos países. Novamente, nada têm a ver com muitas das aves que encontramos pelas lojas vulgarmente, mas todos os mecanismos genéticos e mutações referidas existem em todas elas. Para o iniciante certamente que algumas destas mutações não serão prontamente acessíveis senão junto de criadores ou, pontualmente, em algumas lojas. Realço ainda que determinadas mutações são ainda bastante raras, chegando exemplares como o “Eumo” a atingir preços na ordem das centenas de contos. O trabalho genético destas aves pode ser extremamente intressante mas é necessário dispôr de efectivos grandes que permitam cruzamentos de linhas distintas para combinar factores. Assumo que o mínimo para se poder fazer alguma coisa com UMA mutação específica serão 3 casais mutados (ou portadores), sempre apoiados por uma boa linha base de aves normais com boa qualidade.

Algumas combinações são mais fáceis de conseguir que outras. A combinação castanho Bochecha preta ou CFW bochecha preta produz geralmente flancos castanhos e não pretos como seria de esperar dos normais bochecha preta. Outras mutações causam melhor ou pior efeito em bases diferentes, por exemplo o peito laranja é muito mais vistoso numa ave castanha que numa normal, o mesmo sucedendo com combinações mais avançadas como o “Phaeo” (abreviatura de Phaeomelânico). É sobretudo importante conhecer o efeito que cada mutação causa na ave mais do que o aspecto final pois só assiim se podem identificar algumas mutações e descobrir o que está “por baixo”.

O efeito das diversas combinações e a sua transmissão pode ser calculado através de leis da genética ou então pelo uso de um calculador genético para mandarins, que lhe permite escolher as características dos pais e visualizar o resultado genético nas crias.

Não é fácil começar a cruzar aves de ascendência desconhecida e esperar bons resultados, mas a lista que se segue poderá ajudar a identificar algumas mutações e combinações mais comuns e servir como ponto de partida para aqueles que pretendem uma boa espécie para aprender selecção. Sò mais uma coisa a exposição de mandarins, embora não o pareça, poucas vezes se baseia em indivíduos mutados puros mesmo em linhas como os cinzentos ou diluidos existe um grande trabalho por detrás das aves de “topo” que envolveu cruzamentos vários até se conseguir o tom certo ou a postura exacta… Não bastando o julgamento de mandarins é mais complexo do que pode parecer, uma vez que a grande possibilidade de combinações exige do juiz uma grande capacidade de compreensão fenotipica da ave.

Ligadas ao sexo

O gene só se manifesta sobre os cromossomas sexuais. As fêmeas portam o gene do sexo feminino. Nas fêmeas, se têm o gene, ligado ao sexo, só será visível, apenas um cromossoma sexual para a qual, associado ao sexo, o gene está ligado. Nos machos, os genes ligados ao sexo, deve ser de ambos os cromossomas sexuais. As características do gene ligado ao sexo, não são visíveis no sexo masculino se apenas um cromossoma sexual carrega o gene. Os machos podem ser portadores, as fêmeas não podem.

Branco de flancos castanhos – CFW (Chestnut Flanked White)

Diluidos – Lightback

Castanho – Fawn

Recessivas autossómicas

O gene deve estar presente em ambos os cromossomas de modo a ser visível. Se é sobre apenas um cromossoma, a mutação não será visível. O gene recessivo é “carregado” num gene não sexual. Para uma cria a ter uma cor recessiva visível, ambos os pais devem ter o gene. Ambos os pais poderiam ser divididos (não visivelmente mostrando a cor) e produzir um filho mostrando que cor.

Pinguim

Isabel (Tipo Europeu)

Prateado

Bochecha preta

Branco

Malhado

Peito Preto

Peito Laranja

Bico Amarelo

Co-Dominantes

Isabel (segundo alguns autores)

Dominantes

O gene dominante é aquele mesmo quando em apenas um dos cromossomas é visível. É visível, tanto em aves portadoras (heterozigoticos) e aves puras (homozigoticos). Se um pássaro tem um determinado gene dominante, ele irá mostrar essa cor. Se um pássaro não mostra uma cor específica, não tem esse gene.

Cinzento normal (selvagem)

Face Cinzenta

Face Preta

Poupa

Combinações

Corpo Preto

Phaeo

Face Castanha

Mutações raras

Eumo (só na Europa)

George (só na Austrália)

Grisalho – “Grizzle” (só na Austrália)

Frisado – “Frizzle” (só conhecido na Europa)

Notas

A mutação branca é epistática sobre todas as outras. Aves de genótipo branco são sempre brancas independentemente de outras combinações.

O face-castanha é uma combinação de face-cinzenta numa ave de linha castanha.

Os “vermelhos” são geralmente castanhos Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta.

O “Phaeo” é uma ave de linha Isabel Peito-laranja + Peito-Preto + Face-preta. O Phaeo extremo apenas Se atinge em linhas Isabel castanhas.

Os “pretos” são uma forma extrema da Face-preta. Uma verdadeira mutação “Corpo Preto” apenas ocorre na Austrália, embora não seja ainda reconhecida como distinta do Face Preta.

Fonte: http://www.avilandiapt.com/genetica/mandarim/mandarim.htm
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